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06/09/2025 - Adoçantes artificiais são associados ao declínio cognitivo acelerado, mostra pesquisa

Pesquisas sobre adoçantes devem continuar e uso regular precisa ser repensado.

 


 

| Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
 

Entre os mais de 12 mil participantes do estudo, acompanhados por oito anos, quem relatou consumir as maiores quantidades de adoçante teve uma taxa 62% maior de declínio cognitivo global.

   

 

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado – Flickr

 

Estudo feito no Brasil sugere que o consumo regular de adoçantes artificiais de baixa ou nenhuma caloria pode acelerar o declínio cognitivo, afetando a memória e a fluência verbal ao longo do tempo. A pesquisa, conduzida por cientistas da USP e publicada na revista científica Neurology, acompanhou mais de 12 mil pessoas por oito anos, trazendo alguns dos resultados mais abrangentes até agora sobre os possíveis efeitos em longo prazo desses substitutos do açúcar na saúde do cérebro.
 

O estudo encontrou uma associação significativa entre maior consumo dos adoçantes aspartame, sacarina, acessulfame-K, eritritol, sorbitol e xilitol a um declínio mais rápido na cognição global, prejudicando particularmente os domínios da memória e da fluência verbal. Os participantes que consumiram as maiores quantidades de adoçantes em geral apresentaram uma taxa 62% maior de declínio cognitivo global em comparação àqueles com consumo mais baixo. Quando divididos por tipo de adoçante, somente a tagatose, entre os que foram avaliados, não apresentou nenhuma ligação com o declínio cognitivo na análise geral.



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