16/08/2025 - Crescimento de acidentes e mortes por picadas de abelhas se torna problema de saúde pública, alertam pesquisadores
| Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo
Em três anos, registro de ataques saltou quase 80%, e de óbitos mais que dobrou; quadro pode estar ligado a aumento das situações de interação entre humanos e insetos.

Criação de abelhas africanizadas para produção de produtos apícolas. Foto: Jonathan Wilkins.
Celebradas pela sua função polinizadora e pela produção de mel, as abelhas da espécie Apis mellifera parecem inofensivas quando observadas em voos solitários pela paisagem urbana. Entretanto, ataques por enxames de abelhas têm vitimado cada vez mais pessoas no Brasil, registrando sucessivos recordes no número de acidentes e óbitos decorrentes desses encontros.
Entre 2021 e 2024, o número de ataques envolvendo as abelhas africanizadas, como também são conhecidas, aumentou em 83%, passando de 18.668 para 34.252 ocorrências. Já a quantidade de óbitos cresceu 123%, alcançando 125 casos em 2023, número que se repetiu em 2024. Para efeito de comparação, em 2023, o total ataques de abelhas ultrapassou o número registrado de ataques de serpentes, e a situação se mantém até hoje.
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